 |
| Adicionar legenda |
O filme "O Show de Truman", show da vida, tem como princípio uma crítica aos excessos da mídia, e aos reality shows que vêm se tornando uma febre em todo o mundo. Mas, acredito, toda a essência do roteiro está justamente nessa idéia do "Teatro do Absurdo". Truman (Jim Carrey) que em inglês significa 'homem verdadeiro' teve toda a sua vida (30 anos) controlada pelos outros, sem o seu conhecimento. Em especial pelo diretor de toda a sua trajetória no filme, Christof (Ed Harris) que em inglês significa
o portador de Cristo. Trumam foi inserido numa sociedade
pronta, e
ditada. Vive em uma pacata cidade litorânea chamada Seahaven (mar do refúgio), tem um pacato emprego, e vive um casamento igualmente pacato. Foi-se deixando levar pela causalidade. Mas se você questionar; Mas como assim, por que ele nunca saiu de lá, dessa vida pacata? A resposta é simples, ele foi
condicionado a permanecer lá o tempo inteiro, e pra isso usaram o método de Skinner, aquele de ER (estímulo negativo, positivo, resposta), o do ratinho que empurra a alavanca para se alimentar. No filme o diretor simulou a morte de seu pai, que teria se afogado, no que ele desenvolveu na infância uma fobia do mar, e essa seria a única maneira de sair da ilha em que morava, atravessando de barco (nome do barco; Santa Maria). Sonhava conhecer as Ilhas Fiji, mas era sempre desestimulado (estímulo/reforço negativo) por sua mãe, esposa, alguns amigos e pela sua fobia. Trumam passa 30 anos de sua vida literalmente dentro de uma "gigante caixa de Skinner". Do outro lado das cinco mil camêras que o vigiam, está o público que se emociona, se diverte e sobretudo, de forma inconsciente, se identifica com Truman. E esta falta de sentido na vida de Trumam também está presente na vida do público, por isso eles se dedicam tanto a vida dele, e não percebem que tanto eles quanto Trumam são produtos de uma sociedade manipuladora. Esta nova sociedade, a do consumismo, do egoísmo, do ter e não ser é a realidade de uma geração sem valores,
sem ética, por isso Truman é o único "homem verdadeiro'" em meio a todo este cenário. Felizmente Truman esbarra com seu pai (ele mesmo, o que morreu afogado!) nesse cenário, e Christofer tenta desesperadamente consertar o imprevisto. Em meio a todos os conflitos gerados por esse episódio, Truman se vale da razão para procurar entender o que está acontecendo e começam a surgir vários
flashbacks de sua vida, num deles a memória de uma grande e inesquecível paixão na adolescência, Silvya (latim;da floresta, da selva. Aquela que revela paixão pela vida e a vontade de assumir tudo que contribua para aumentar a felicidade humana.) figura que sem sucesso tentou alertá-lo na época. E começa a entender aquele sensação de estar sendo observado. Neste momento Trumam desperta para a realidade e descobre que tudo a sua volta é mentira, que vive dentro de um cenário, é objeto de um jogo de interesses, até mesmo aquele mar era cenográfico. E o que causa espanto é a reação, ou não-reação do público diante de tudo o que Truman perdeu nesses 30 anos. Christofer tenta persuadi-lo a ficar, mas ele faz uso de seu "livre-arbítrio" de forma brilhante, despedindo-se daquele cenário e usando como porta de saída aquele mar que sempre lhe causou tanto medo, e que nunca existiu, em busca da sua verdade subjetiva a qual todos nós temos direito.
E você, já assistiu esse filme?Não?Que absurdo!! rsrs
Essa mesma linha de raciocinio, você também encontrará em Admirável Mundo Novo, Alice no País das Maravilhas, Matrix, A
Metamorfose (Franz Kafka), O Estrangeiro (Albert Camus),
O Alienista (Machado de Assis) entre outros, perceberá neles toda uma realidade subentendida. ;)
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluir