"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original". (Albert Einstein)


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Admirável Gado Novo.

Vida de Gado
Composição: Zé Ramalho

Oooooooooh! Oooi!
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber...

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer...

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!...(2x)

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal...

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou...

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!...(2x)
Oooooooooh! Oh! Oh!
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela...

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar...

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!...(2x)

Ooooooooooooooooh!



sábado, 24 de julho de 2010

O TEATRO DO ABSURDO

       Neste post, vou comentar sobre um filme que adoro, por dois motivos: Primeiro porque na minha opinião tem TUDO a ver com o que vem a ser o teatro do absurdo, sobre o que explicarei aqui rapidamente, e segundo porque está completamente relacionado com todos os posts anteriores, aqui escritos.  
             O "Teatro do Absurdo" surgiu no final dos anos 40, e teve como influência o existencialismo. Ele está preocupado em mostrar a falta de sentido da vida. O que se espera é que o público não apenas assista à peça, mas reaja a ela. Não era objetivo deste teatro fazer um discurso de defesa sobre o "sentido da vida", mas fazer o público refletir sobre uma vida mais verdadeira, mais essêncial. O homem é representado como é, mas quando você leva para o palco situações corriqueiras, como as que acontecem num banheiro, por exemplo, o público acaba rindo. Este riso pode ser entendido como um mecanismo de defesa contra o fato de as pessoas se verem representadas num palco. Mas o "Teatro do Absurdo" também pode ter traços do surrealismo, que explora os sentimentos humanos, tecendo críticas a sociedade e difundindo uma idéia pessoal daquilo que não se vê e não se sente. Os filmes mudos de Charlie Chaplin, como exemplo, tem um elemento cômico que é justamente a falta de surpresa de Carlitos ao encarar situações absurdas. O público ri do que vê, mas acaba ficando cismado com sua própria capacidade de se surpreender com as coisas e de reagir a elas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Miojolândia, e a geração da praticidade".

                                                                                             Do papiro à era touch screen(tela sensível ao toque), cá estamos nós no século XXI onde o mundo gira na velocidade da luz. Mundo fascinante, repleto de novidades diárias, ipods, ipeds, veículos que circulam e estacionam sozinhos, movidos a àgua, lixo, ar, câmeras por todos os lados, eis "o grande centro da era digital". Não há como negar o quanto tudo é atrante, (eu particularmente, adoro!!) e como seres adptáveis que somos, vamos absorvendo tudo, mas...e  o que vai ficando para trás, no passado? Há algum tempo atrás, a alimentação era um momento de integração familiar, onde se dividia prazer e responsabildades; depois dos homens terem plantado, cuidado e colhido o milho, as crianças da família o debulhavam e limpavam suas espigas, os maiores os ralavam  e  as mães cozinhavam, fazendo bolos, mingaus, pamonhas, tudo em grupo, cada um em sua função, para juntos saborearem o resultado de seu trabalho. Hoje, com a correria para "uma vida melhor", refeição virou sinônimo de fast-food, ou pior, miojo. Basta escolher o sabor carne, galinha, camarão, bacon e até galinha caipira. É mais prático e tudo fica pronto em três minutos! Em pacotes individuais, cada um cuida do seu. Aliás, esses três minutos muito me preocupam porque é mais prático ficar do que namorar, separar do que perder tempo em DRs (Discutir o Relacionamento, 'pra ficar mais prático!'), fazer  lipo do que malhar, colar ou pescar do que estudar, dizer sim pra não ter que discutir,  usar o disk TUDO pra não sair de casa, mandar msn pra não prolongar a conversa, escrever aki, vc, kd, ?, kk, og,  e a melhor de todas 9da10 (novidades), falando nisso, será que já se passaram os três  minutos?? Não me surpreenderia se encontrasse na internet algumas 9da10 (gostei!) como: "sexo com orgasmo em três minutos" ou "sexo sem orgasmo em um minuto".
          Brincadeiras a parte, o que me desencanta é o descartável, as substituições; as garrafas pets boiando rio abaixo, o céu ficando cinza, crianças descartadas ou trabalhando em lixos, agrotóxicos, esse calor exagerado, essas "viroses", esse capitalismo. Tudo acontece tão rápido, que essa luta para manter-se atualizado, gera consumo e corrida, consumo e corrida, e mais consumo e corrida, onde o consumo gera trabalho, que gera corrida, que gera tempo, que gera "praticidade" e que gera ausência de qualidade. Sim, vamos nos dislumbrar com o novo, porque ninguém tem vocação pra ser museu, mas vamos também  fazer nosso miojo em grupo, incrementá-los, e nos presentearmos com, ao menos, trinta e três minutos de qualidade por dia! E corre que seu miojo tá no microondas!!!kkk

PS.  "A paz está garantida quando não se está com fome", dizia Momofuku Ande, que criou o famoso macarrão em 1958, pela empresa Nissin.


sugestão de filme:  Beleza Americana
                                Click

terça-feira, 6 de julho de 2010

"A Ética da Atitude e o Livre-Arbítrio"

"Age apenas segundo aquelas máximas através das quais possas, ao mesmo tempo, querer que elas se transformem numa lei geral".     Immanuel Kant, um importante filósofo da razão e da emoção, acreditava que a humanidade se dividia em duas partes. Enquanto seres sensíveis, estamos absolutamente entregues às imutaveis leis da causalidade. Não decidimos o que sentimos: os sentimentos e sensações aparecem forçosamente e nos marcam, queiramos ou não. Mas o homem não é apenas um ser dotado de sentidos. Ele é também um ser dotado de razão. Enquanto seres dotados de sentidos, pertencemos inteiramente à ordem da natureza; por consequência, também estamos sujeitos à lei da causalidade. Desse ponto de vista, não possuimos livre-árbitrio. Como seres dotados de razão, porém, também temos em nós uma parte do mundo "em si', ou seja, do mundo que existe independentemente de nossos sentidos. Somente quando seguimos nossa "razão prática", que nos habilita a fazer uma escolha moral, é que possuímos livre-arbítrio. Isto porque ao nos curvarmos à lei moral somos nós mesmos que estamos determinando a lei que vai nos governar. A capacidade de distinguir entre certo e o errado é tão inata quanto todas as outras propriedades da razão. Todas as pessoas entendem os acontecimentos do mundo como causados por alguma coisa e todos têm também acesso à mesma lei moral universal. Esta lei moral tem a mesma e absoluta validade das leis do mundo. Ela é tão basilar para a nossa vida moral quanto é fundamental para a nossa razão o fato de que tudo possui uma causa, ou de que sete mais cinco é doze. Esta lei moral é anterior a toda e qualquer experiência, ela é "formal". Isto significa que ela não está ligada a um grupo específico de opções na esfera moral. Ela vale para todas as pessoas, em todas as sociedades, em todos os tempos. Ela não  diz, o que você deve fazer nesta ou naquela situação. Ela diz como você deve se comportar em todas as situações. Mas se você exercer simpátia e docilidade para com outros apenas para se tornar querida(o) das pessoas, então você não está agindo de acordo com a lei moral. Talvez você esteja agindo apenas supercialmente de acordo com ela, o que já é alguma coisa, mas aquilo que se pode chamar de ação moral tem de ser o resultado do "esforço em superar-se a si mesmo". Só quando você faz alguma coisa por considerar seu dever seguir a lei moral é que você pode falar de uma ação moral. Por isso é que a ética de Kant também é chamada de "ética do dever" ou "ética da atitude". Quando você decide não praticar injustiça com os outros, ainda que isto venha a ferir os seus próprios interesses, nesse momento você está agindo em liberdade. De qualquer forma, ninguém é totalmente livre e independente quando segue apenas os seus desejos. Se observarmos, encontraremos a ética, tendo como princípio moral, várias situações em nossa sociedade atual. Há vinte anos atrás, seria comum encontrar estudantes fumando em sala de aula, dez anos depois seria comum encontrar uma placa de "proibido fumar" e ainda assim alguém fumaria, hoje é um hábito completamente extinto (mesmo sem a placa)  em sala de aula, e vem se ampliando à outros estabelecimentos, exemplo de que a atitude moral transformou-se em lei geral, como sugeriu Kant. Bem como os direitos humanos, as leis de trânsito, respeitar uma fila e a mais recente (espero) "ficha limpa". Todos temos ética, e até os políticos corruptos têm o princípio da não-ética, mas ela existe. No entanto, se a ética depende do seu princípio moral, então é importante que VOCÊ faça a sua parte, transformando-a em lei geral. E para isso, seguir a regra do ouro: "Não faças para os outros aquilo que não desejas para ti". Entendendo que ética é "aquilo que posso e devo fazer, o que gostaria de fazer mas não devo, e o que posso fazer mas não quero".
                                                                
                                                        parte deste texto foi extraído do livro "O mundo de Sofia" (Jostein Gaarder) pelo qual tenho imenso respeito e admiração.


sugestão de filme: Razão e Sensibilidade
                               Advogado do Diabo
                               A Ilha

domingo, 4 de julho de 2010

"Procurando a Felicidade???"

Felicidade; substantivo feminino; ventura, sucesso, bem-estar, contentamento, ato ou efeito de estar feliz.
A felicidade é um sentimento almejado por todos os mortais, desde a mais antiga civilização a que se tem notícia. O objeto deste sentimento tem os mais variados sinônimos; o sonho da casa própria, um carro, um grande amor, casar, se separar, quitar aquela dívida, sucesso profissional, ter um filho, fazer aquela cirurgia plástica, perder ou ganhar alguns quilinhos, aquela viagem, ganhar na loteria(esse é recordista,rs), emfim, a cada um cabe o direito a escolher o que lhe deixaria feliz. Mas, sendo os desejos de felicidade tão variados, cobiçados por pessoas tão diferentes, o que pode haver em comum na sua essência? Seria a inexistência? Será que a felicidade está na ausência? Sim, porque ela estará onde VOCÊ a colocar! Se nos recordarmos de onde ela já esteve, a encontraremos nos lugares mais inusitados; naquele primeiro aumento de salário que você recebeu e que hoje você reclama, naquele filho que você tanto desejou e que hoje só te faz passar raiva,  naquela primeira casa que você tanto sonhou mas que hoje você não aguenta mais morar nela, naquele homem dos seus sonhos que hoje inferniza a sua vida, naquele carro lindo que hoje precisa ser trocado, naquele vestido lindo que hoje você não sabe onde foi parar, e o pior, naquela pessoa cheia de sonhos que era feliz e não sabia.  Se perguntarmos a um presidiário, condenado a prisão perpétua, o que o faria feliz, ele certamente responderia: ' a liberdade', mas quanto ele usufruiu desta liberdade enquanto a teve? Provavelmente quase nada, porque ela não era importante quando existia, seu valor cresceu na AUSÊNCIA. Mas você possui esse direito natural, o direito a liberdade, de colocar livremente a sua felicidade onde puder alcançá-la. Talvez sua felicidade maior esteja longe, mas, olhe a sua volta com discernimento e se surpreenderá ao descobrir que está rodeado de pequenas felicidades. É verdade que o novo tem um fascínio especial, e percebemos isso ao observarmos as crianças, o quanto são felizes com tão pouco, caem na gargalhada, seus olhos brilham de alegria com qualquer gracinha ou novidade. Mas um brinquedo  perde a magia em pouco tempo, e crianças são amorais, enquanto que nós somos morais e adultos, não podemos nos dar ao luxo de descartarmos nossos 'brinquedos', nos esquecendo da importância de nossas conquistas, essas conquistas são repletas de histórias, das nossas histórias, aquelas  que escolhemos para inserir em nossa vida. Felicidades, e que você sempre coloque a sua felicidade ao alcance de suas mãos!!!

sugestão de filme: À Procura da Felicidade.
                                  Um Sonho de Liberdade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O PODER DA SUA ESCOLHA"

                                                                                                                                                                                                                                                  "Estamos condenados a ser livres" , assim refletia Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, na infinita dimensão que a liberdade nos proporciona, e na importância da nossa responsabilidade ao tomarmos decisões. O que pode parecer uma simples decisão para alguns, para outros torna-se um conflito monstruoso.
              Maria entra em uma atraente loja, decidida a comprar um par de sapatos, após vistoriar minuciosamente todos os produtos, se depara com o calçado perfeito mas...havia duas opções de cores, o preto e o vermelho. Infelizmente seu orçamento só permitia a compra de um deles. Depois de muito pensar, ela opta pelo vermelho, felicíssima com sua decisão, mas...ao chegar em casa se arrepende!! Seus pensamentos ficam todos voltados para a outra opção, e passa a imaginar o quanto o preto se encaixaria em sua vida, 'o preto era perfeito!!', olha para o vermelho e embora os dois fossem idênticos, exceto pela cor, não se satisfaz. Na condição de "mulher decidida", no outro dia, resolve fazer a troca. Mas... ao chegar em casa volta aquela estranha sensação de que não fez a escolha certa, e começa a encontrar mil defeitos, naquele objeto tão desejado um dia antes. Como sentiria-se constrangida, em voltar a loja e refazer a troca, se contenta com sua escolha, mas idealiza que o outro a deixaria imensamente feliz, mantendo-o presente em seus pensamentos, como algo perfeito, durante um longo e doloroso período.
               Seria cômico, se situações como essa se limitassem a simples escolha de um par de calçados, mas infelizmente, pessoas como Maria têm decisões importantes a tomar, quase que diariamente, seja no trabalho, relacionamentos, futuro, ou em pequenos grandes detalhes.Pessoas como ela não compreendem a importância dúbia das escolhas, que optar é, também, renunciar, abster-se, descartar, desprender-se e sobretudo, abrir mão de 'para'. Essa idealização de que o 'perfeito' está escondido em suas renúncias, pode transformar-se num monstro que te cega, não te permitindo estar nem lá, nem cá, fazendo com que a vida te escape aos olhos e ao tempo. Antes de tomar decisões, cabe a  você refletir, medindo prós e contras, explorando-as  minuciosamente antes de assumi-las ou descartá-las. Sim, o arrependimento é permitido, contanto que ele não venha acompanhado de angustias, e te faça andar em círculos por um mesmo motivo, remetendo aos deuses, aos astros, e principalmente aos outros, a responsabilidade de suas escollhas. E, compreender que a SUA LIBERDADE DE ESCOLHER é uma responsabilidade pessoal, intransferível e passível de ser feliz, basta VOCÊ permitir. Boas escolhas!!!


sugestão de filme:  Closer - Perto demais             
                                       Efeito Borboleta

sábado, 12 de junho de 2010

CERN - Centro Europeu de Investigação Nuclear.

"A possibilidade de provar a origem da existência humana, a partir do Big-Bang, tem assustado os mais conservadores, que passaram a associar a pesquisa ao vírus H1n1."
   Diante desta fantástica possibilidade surgem os boatos...Dizem que os cientistas não tomaram a vacina H1N1, que supostamente foi desenvolvida pelo CERN para exterminar a humanidade, e pasmem, os evangélicos se recusam a tomar. Fico imaginando como seria esta nova humanidade composta de um lado por cientistas e do outro por evangélicos,kkkk  ÔÔ, Será que eles seriam os novos filhos de Abrãao??  Vixiiii, começaria tudo de novo, a luta incansável pela maior nação da humanidade. Felizmente, enquanto isso não acontece...

Físicos que receberam o prémio Nobel com experiências feitas no CERN:

1984 - Carlo Rubbia et Simon van der Meer pela "contribuição decisiva no grande projecto que conduziu à descoberta das partículas do campo W e Z, portadoras da interacção fraca».

1959 - Georges Charpak pela "invenção e elaboração de detectores de partículas, em particular a câmara proporcional multifios, um avanço importante na técnica da exploração das partículas mais pequenas da matéria." Esta invenção inicia a época da detecção inteiramente electrónica das partículas. Esta técnica é hoje muito empregue na pesquisa biológica.

Físicos que recebem o prémio Nobel e trabalharam no CERN:

1952 - Félix Bloch, o primeiro Director Geral do CERN, por "elaboração de novos métodos de medidas de precisão do magnetismo nuclear"

1976 - Sam Ting pela "descoberta de uma partícula elementar pesada de um novo tipo"

1988 - Jack Steinberger pelo "método dos feixes de neutrinos e a demonstração da estrutura dos léptões", descoberta feita em 1962 no laboratório americano de Brookhaven.

                                        "É moralmente necessário supor a existência de Deus". (Immanuel Kant)

sábado, 5 de junho de 2010

"A Teoria do Cacho de Bananas".

Quando nos deparamos com um cacho de bananas, veremos o quê? Bananas, claro! O mais puro dos mortais saberia do que se trata, e a definiriam como uma fruta, doce, rica em vitaminas. Mas se observarmos bem de perto perceberemos que aquelas manchinhas em sua linda casca amarela, são diferentes de uma banana para outra, umas estarão levemente mais doces que outras e algumas até poderão já estar passadas, mesmo se tratando do mesmo cacho de bananas. Mas, porque? Se vieram do mesmo pé de bananas, receberam o mesmo solo, a mesma luz, o clima era o mesmo para todas?...porque chamamos a isso de natureza, um processo aparentemente coletivo, mas único de ser. Em sua essência, sim é uma banana, mas a influência do cosmo a diferencia, tornando-a única. Isso se aplica a tudo a nossa volta, inclusive em nós mesmos, nossa essência é sermos humanos, mas somos únicos, cada um com seu DNA, sua impressão digital, sua íris, e sobretudo cada um com seu cosmo. Então, não tente ser o outro, você tem uma essência, siga seu instinto e seja livre para se construir. Você, diferente das bananas, tem a seu favor o livre-arbítrio, para ir e vir, e escolher quais influências deseja se permitir.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"Darwin é O CARA!!"


       Charles Darwin, biólogo e naturalista (pesquisador natural). Darwin defendia duas teorias, ou teses principais; em Origem das Espécies, em primeiro lugar ele dizia que todas as espécies de animais e de plantas que vivem hoje descendem de formas mais primitivas, que viveram em tempos passados. Ele pressupõe, portanto, uma evolução biológica. Em segundo, Darwin explica que esta evolução de deve à "seleção natural". 'Quem melhor se adapta ao meio ambiente, sobrevive e pode garantir a continuidade de sua espécie'.  Com muita sabedoria, Darwin compreendeu que o homem é um animal mutante como todo ser vivo. Mais que isso, que sua mutação se deve por uma questão de adaptação do meio em que vive, muitas vezes por uma questão de sobrevivência. A questão é que, após termos sobrevivido a uma enorme concorrência de espermatozóides, nascemos num mundo socialmente pronto, "editado" pelos nossos ancestrais. O certo e errado estarão a nossa volta, e seremos instruídos para seguir cada passo, como manda o "figurino". Mas na condicão de grãos de areia, que somos, cercados por este universo imenso, E SE existíssimos em outra sociedade que não fosse a nossa? O certo e errado seriam o mesmo? Os hábitos, culturas, religiões, tudo não poderia ser totalmente diferente? Mas porque aceitamos essas imposicões muitas vezes de forma tão submissa? Talvez porque na "seleção natural" somente os mais fortes sobrevivem. E aceitar imposições de outros, como sendo suas, é concordar com os formadores de opinião, 'os ditadores' ,  tornando-os mais fortes, com isso  isentando-se do seu direito a existência. Se eu dissesse a uma muçulmana:'Menina, arranca essa burca, passa um batom, sei lá, coloca um biquíni e vai tomar sol'!!! Certamente ela me consideraria maluca, mas não estou certa?Não?Achei que estivesse, pois foi assim que aprendi!...Nasci num mundo pronto e me permiti ser condicionada por ele! Diversidade cultural, certos e errados, bom e ruim, tudo é relativo. Abrir a porta e sair lá fora, observando a vida de forma diferente da que estamos condicionados a entender, pode ser fascinante, mais que isso, é percebermos que não somos cópias de nenhuma matriz, somos originariamente humanos, em evolucão sim, mas exclusivos,  fortes sobreviventes e "darwinamente" mutáveis.