"Estamos condenados a ser livres" , assim refletia Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, na infinita dimensão que a liberdade nos proporciona, e na importância da nossa responsabilidade ao tomarmos decisões. O que pode parecer uma simples decisão para alguns, para outros torna-se um conflito monstruoso.
Maria entra em uma atraente loja, decidida a comprar um par de sapatos, após vistoriar minuciosamente todos os produtos, se depara com o calçado perfeito mas...havia duas opções de cores, o preto e o vermelho. Infelizmente seu orçamento só permitia a compra de um deles. Depois de muito pensar, ela opta pelo vermelho, felicíssima com sua decisão, mas...ao chegar em casa se arrepende!! Seus pensamentos ficam todos voltados para a outra opção, e passa a imaginar o quanto o preto se encaixaria em sua vida, 'o preto era perfeito!!', olha para o vermelho e embora os dois fossem idênticos, exceto pela cor, não se satisfaz. Na condição de "mulher decidida", no outro dia, resolve fazer a troca. Mas... ao chegar em casa volta aquela estranha sensação de que não fez a escolha certa, e começa a encontrar mil defeitos, naquele objeto tão desejado um dia antes. Como sentiria-se constrangida, em voltar a loja e refazer a troca, se contenta com sua escolha, mas idealiza que o outro a deixaria imensamente feliz, mantendo-o presente em seus pensamentos, como algo perfeito, durante um longo e doloroso período. Seria cômico, se situações como essa se limitassem a simples escolha de um par de calçados, mas infelizmente, pessoas como Maria têm decisões importantes a tomar, quase que diariamente, seja no trabalho, relacionamentos, futuro, ou em pequenos grandes detalhes.Pessoas como ela não compreendem a importância dúbia das escolhas, que optar é, também, renunciar, abster-se, descartar, desprender-se e sobretudo, abrir mão de 'para'. Essa idealização de que o 'perfeito' está escondido em suas renúncias, pode transformar-se num monstro que te cega, não te permitindo estar nem lá, nem cá, fazendo com que a vida te escape aos olhos e ao tempo. Antes de tomar decisões, cabe a você refletir, medindo prós e contras, explorando-as minuciosamente antes de assumi-las ou descartá-las. Sim, o arrependimento é permitido, contanto que ele não venha acompanhado de angustias, e te faça andar em círculos por um mesmo motivo, remetendo aos deuses, aos astros, e principalmente aos outros, a responsabilidade de suas escollhas. E, compreender que a SUA LIBERDADE DE ESCOLHER é uma responsabilidade pessoal, intransferível e passível de ser feliz, basta VOCÊ permitir. Boas escolhas!!!
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