Neste post, vou comentar sobre um filme que adoro, por dois motivos: Primeiro porque na minha opinião tem TUDO a ver com o que vem a ser o teatro do absurdo, sobre o que explicarei aqui rapidamente, e segundo porque está completamente relacionado com todos os posts anteriores, aqui escritos. O "Teatro do Absurdo" surgiu no final dos anos 40, e teve como influência o existencialismo. Ele está preocupado em mostrar a falta de sentido da vida. O que se espera é que o público não apenas assista à peça, mas reaja a ela. Não era objetivo deste teatro fazer um discurso de defesa sobre o "sentido da vida", mas fazer o público refletir sobre uma vida mais verdadeira, mais essêncial. O homem é representado como é, mas quando você leva para o palco situações corriqueiras, como as que acontecem num banheiro, por exemplo, o público acaba rindo. Este riso pode ser entendido como um mecanismo de defesa contra o fato de as pessoas se verem representadas num palco. Mas o "Teatro do Absurdo" também pode ter traços do surrealismo, que explora os sentimentos humanos, tecendo críticas a sociedade e difundindo uma idéia pessoal daquilo que não se vê e não se sente. Os filmes mudos de Charlie Chaplin, como exemplo, tem um elemento cômico que é justamente a falta de surpresa de Carlitos ao encarar situações absurdas. O público ri do que vê, mas acaba ficando cismado com sua própria capacidade de se surpreender com as coisas e de reagir a elas.


