"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original". (Albert Einstein)


sábado, 24 de julho de 2010

O TEATRO DO ABSURDO

       Neste post, vou comentar sobre um filme que adoro, por dois motivos: Primeiro porque na minha opinião tem TUDO a ver com o que vem a ser o teatro do absurdo, sobre o que explicarei aqui rapidamente, e segundo porque está completamente relacionado com todos os posts anteriores, aqui escritos.  
             O "Teatro do Absurdo" surgiu no final dos anos 40, e teve como influência o existencialismo. Ele está preocupado em mostrar a falta de sentido da vida. O que se espera é que o público não apenas assista à peça, mas reaja a ela. Não era objetivo deste teatro fazer um discurso de defesa sobre o "sentido da vida", mas fazer o público refletir sobre uma vida mais verdadeira, mais essêncial. O homem é representado como é, mas quando você leva para o palco situações corriqueiras, como as que acontecem num banheiro, por exemplo, o público acaba rindo. Este riso pode ser entendido como um mecanismo de defesa contra o fato de as pessoas se verem representadas num palco. Mas o "Teatro do Absurdo" também pode ter traços do surrealismo, que explora os sentimentos humanos, tecendo críticas a sociedade e difundindo uma idéia pessoal daquilo que não se vê e não se sente. Os filmes mudos de Charlie Chaplin, como exemplo, tem um elemento cômico que é justamente a falta de surpresa de Carlitos ao encarar situações absurdas. O público ri do que vê, mas acaba ficando cismado com sua própria capacidade de se surpreender com as coisas e de reagir a elas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Miojolândia, e a geração da praticidade".

                                                                                             Do papiro à era touch screen(tela sensível ao toque), cá estamos nós no século XXI onde o mundo gira na velocidade da luz. Mundo fascinante, repleto de novidades diárias, ipods, ipeds, veículos que circulam e estacionam sozinhos, movidos a àgua, lixo, ar, câmeras por todos os lados, eis "o grande centro da era digital". Não há como negar o quanto tudo é atrante, (eu particularmente, adoro!!) e como seres adptáveis que somos, vamos absorvendo tudo, mas...e  o que vai ficando para trás, no passado? Há algum tempo atrás, a alimentação era um momento de integração familiar, onde se dividia prazer e responsabildades; depois dos homens terem plantado, cuidado e colhido o milho, as crianças da família o debulhavam e limpavam suas espigas, os maiores os ralavam  e  as mães cozinhavam, fazendo bolos, mingaus, pamonhas, tudo em grupo, cada um em sua função, para juntos saborearem o resultado de seu trabalho. Hoje, com a correria para "uma vida melhor", refeição virou sinônimo de fast-food, ou pior, miojo. Basta escolher o sabor carne, galinha, camarão, bacon e até galinha caipira. É mais prático e tudo fica pronto em três minutos! Em pacotes individuais, cada um cuida do seu. Aliás, esses três minutos muito me preocupam porque é mais prático ficar do que namorar, separar do que perder tempo em DRs (Discutir o Relacionamento, 'pra ficar mais prático!'), fazer  lipo do que malhar, colar ou pescar do que estudar, dizer sim pra não ter que discutir,  usar o disk TUDO pra não sair de casa, mandar msn pra não prolongar a conversa, escrever aki, vc, kd, ?, kk, og,  e a melhor de todas 9da10 (novidades), falando nisso, será que já se passaram os três  minutos?? Não me surpreenderia se encontrasse na internet algumas 9da10 (gostei!) como: "sexo com orgasmo em três minutos" ou "sexo sem orgasmo em um minuto".
          Brincadeiras a parte, o que me desencanta é o descartável, as substituições; as garrafas pets boiando rio abaixo, o céu ficando cinza, crianças descartadas ou trabalhando em lixos, agrotóxicos, esse calor exagerado, essas "viroses", esse capitalismo. Tudo acontece tão rápido, que essa luta para manter-se atualizado, gera consumo e corrida, consumo e corrida, e mais consumo e corrida, onde o consumo gera trabalho, que gera corrida, que gera tempo, que gera "praticidade" e que gera ausência de qualidade. Sim, vamos nos dislumbrar com o novo, porque ninguém tem vocação pra ser museu, mas vamos também  fazer nosso miojo em grupo, incrementá-los, e nos presentearmos com, ao menos, trinta e três minutos de qualidade por dia! E corre que seu miojo tá no microondas!!!kkk

PS.  "A paz está garantida quando não se está com fome", dizia Momofuku Ande, que criou o famoso macarrão em 1958, pela empresa Nissin.


sugestão de filme:  Beleza Americana
                                Click

terça-feira, 6 de julho de 2010

"A Ética da Atitude e o Livre-Arbítrio"

"Age apenas segundo aquelas máximas através das quais possas, ao mesmo tempo, querer que elas se transformem numa lei geral".     Immanuel Kant, um importante filósofo da razão e da emoção, acreditava que a humanidade se dividia em duas partes. Enquanto seres sensíveis, estamos absolutamente entregues às imutaveis leis da causalidade. Não decidimos o que sentimos: os sentimentos e sensações aparecem forçosamente e nos marcam, queiramos ou não. Mas o homem não é apenas um ser dotado de sentidos. Ele é também um ser dotado de razão. Enquanto seres dotados de sentidos, pertencemos inteiramente à ordem da natureza; por consequência, também estamos sujeitos à lei da causalidade. Desse ponto de vista, não possuimos livre-árbitrio. Como seres dotados de razão, porém, também temos em nós uma parte do mundo "em si', ou seja, do mundo que existe independentemente de nossos sentidos. Somente quando seguimos nossa "razão prática", que nos habilita a fazer uma escolha moral, é que possuímos livre-arbítrio. Isto porque ao nos curvarmos à lei moral somos nós mesmos que estamos determinando a lei que vai nos governar. A capacidade de distinguir entre certo e o errado é tão inata quanto todas as outras propriedades da razão. Todas as pessoas entendem os acontecimentos do mundo como causados por alguma coisa e todos têm também acesso à mesma lei moral universal. Esta lei moral tem a mesma e absoluta validade das leis do mundo. Ela é tão basilar para a nossa vida moral quanto é fundamental para a nossa razão o fato de que tudo possui uma causa, ou de que sete mais cinco é doze. Esta lei moral é anterior a toda e qualquer experiência, ela é "formal". Isto significa que ela não está ligada a um grupo específico de opções na esfera moral. Ela vale para todas as pessoas, em todas as sociedades, em todos os tempos. Ela não  diz, o que você deve fazer nesta ou naquela situação. Ela diz como você deve se comportar em todas as situações. Mas se você exercer simpátia e docilidade para com outros apenas para se tornar querida(o) das pessoas, então você não está agindo de acordo com a lei moral. Talvez você esteja agindo apenas supercialmente de acordo com ela, o que já é alguma coisa, mas aquilo que se pode chamar de ação moral tem de ser o resultado do "esforço em superar-se a si mesmo". Só quando você faz alguma coisa por considerar seu dever seguir a lei moral é que você pode falar de uma ação moral. Por isso é que a ética de Kant também é chamada de "ética do dever" ou "ética da atitude". Quando você decide não praticar injustiça com os outros, ainda que isto venha a ferir os seus próprios interesses, nesse momento você está agindo em liberdade. De qualquer forma, ninguém é totalmente livre e independente quando segue apenas os seus desejos. Se observarmos, encontraremos a ética, tendo como princípio moral, várias situações em nossa sociedade atual. Há vinte anos atrás, seria comum encontrar estudantes fumando em sala de aula, dez anos depois seria comum encontrar uma placa de "proibido fumar" e ainda assim alguém fumaria, hoje é um hábito completamente extinto (mesmo sem a placa)  em sala de aula, e vem se ampliando à outros estabelecimentos, exemplo de que a atitude moral transformou-se em lei geral, como sugeriu Kant. Bem como os direitos humanos, as leis de trânsito, respeitar uma fila e a mais recente (espero) "ficha limpa". Todos temos ética, e até os políticos corruptos têm o princípio da não-ética, mas ela existe. No entanto, se a ética depende do seu princípio moral, então é importante que VOCÊ faça a sua parte, transformando-a em lei geral. E para isso, seguir a regra do ouro: "Não faças para os outros aquilo que não desejas para ti". Entendendo que ética é "aquilo que posso e devo fazer, o que gostaria de fazer mas não devo, e o que posso fazer mas não quero".
                                                                
                                                        parte deste texto foi extraído do livro "O mundo de Sofia" (Jostein Gaarder) pelo qual tenho imenso respeito e admiração.


sugestão de filme: Razão e Sensibilidade
                               Advogado do Diabo
                               A Ilha

domingo, 4 de julho de 2010

"Procurando a Felicidade???"

Felicidade; substantivo feminino; ventura, sucesso, bem-estar, contentamento, ato ou efeito de estar feliz.
A felicidade é um sentimento almejado por todos os mortais, desde a mais antiga civilização a que se tem notícia. O objeto deste sentimento tem os mais variados sinônimos; o sonho da casa própria, um carro, um grande amor, casar, se separar, quitar aquela dívida, sucesso profissional, ter um filho, fazer aquela cirurgia plástica, perder ou ganhar alguns quilinhos, aquela viagem, ganhar na loteria(esse é recordista,rs), emfim, a cada um cabe o direito a escolher o que lhe deixaria feliz. Mas, sendo os desejos de felicidade tão variados, cobiçados por pessoas tão diferentes, o que pode haver em comum na sua essência? Seria a inexistência? Será que a felicidade está na ausência? Sim, porque ela estará onde VOCÊ a colocar! Se nos recordarmos de onde ela já esteve, a encontraremos nos lugares mais inusitados; naquele primeiro aumento de salário que você recebeu e que hoje você reclama, naquele filho que você tanto desejou e que hoje só te faz passar raiva,  naquela primeira casa que você tanto sonhou mas que hoje você não aguenta mais morar nela, naquele homem dos seus sonhos que hoje inferniza a sua vida, naquele carro lindo que hoje precisa ser trocado, naquele vestido lindo que hoje você não sabe onde foi parar, e o pior, naquela pessoa cheia de sonhos que era feliz e não sabia.  Se perguntarmos a um presidiário, condenado a prisão perpétua, o que o faria feliz, ele certamente responderia: ' a liberdade', mas quanto ele usufruiu desta liberdade enquanto a teve? Provavelmente quase nada, porque ela não era importante quando existia, seu valor cresceu na AUSÊNCIA. Mas você possui esse direito natural, o direito a liberdade, de colocar livremente a sua felicidade onde puder alcançá-la. Talvez sua felicidade maior esteja longe, mas, olhe a sua volta com discernimento e se surpreenderá ao descobrir que está rodeado de pequenas felicidades. É verdade que o novo tem um fascínio especial, e percebemos isso ao observarmos as crianças, o quanto são felizes com tão pouco, caem na gargalhada, seus olhos brilham de alegria com qualquer gracinha ou novidade. Mas um brinquedo  perde a magia em pouco tempo, e crianças são amorais, enquanto que nós somos morais e adultos, não podemos nos dar ao luxo de descartarmos nossos 'brinquedos', nos esquecendo da importância de nossas conquistas, essas conquistas são repletas de histórias, das nossas histórias, aquelas  que escolhemos para inserir em nossa vida. Felicidades, e que você sempre coloque a sua felicidade ao alcance de suas mãos!!!

sugestão de filme: À Procura da Felicidade.
                                  Um Sonho de Liberdade.